Dar sentido a vida para algumas pessoas é tão natural que nem passa em seus pensamento a inexistência desses processos.
A sensação que os impulsiona, que os fazem continuar, tentar, ir a busca até conseguirem o que desejam é como respirar, é automático.
Você nem percebe, mas está respirando.
Enquanto para outros, não há resquícios de como voltar a dar sentido a sua vida.
A sensação é de dor e vazio, a pessoa sente-se estranha para si mesma, é como respirar com pneumonia, a cada inspiração a dor é imensa.
No início desse processo, a perda de sentido é percebida, porém a pessoa pensa que se aguentar mais um pouco em silêncio, tudo irá voltar ao “normal”.
No entanto, a cada dia, a cada mês, a cada ano, percebe que está ficando muito mais difícil sentir emoções positivas.
A tristeza vai tomando conta do ser, a dor é insuportável, a ponto de querer acabar a própria existência.
Pensa, sente, que não é amada, que não consegue corresponder ao desejo do outro, julga-se incapaz, fracassado. Não tem força e não vê razão para levantar, se cuidar, trabalhar, estudar, interagir.
Sente-se um peso, pensa que a infelicidade do outro é devido a sua existência, ou que não é amado por sua culpa.
Pensamentos e sentimentos como este, costumam aparecer quando estamos depressivos, e por muitas vezes pessoas como você, amadas, e insubstituíveis vão embora antes do tempo.
Essas sensações e sentimentos não são unicamente seus, por inexplicáveis razões e motivos, existem um número grande de pessoas vivenciando este vazio: a dor da alma.
Essa dor pode ter cura, e uma forma de resgate é possível quando: lembramos que nem sempre foi assim, já tivemos alegrias, tristezas, amamos, realizamos, conquistamos;
Hoje a dor é profunda, mas lembre-se sempre tem ou terá alguém que precisa ou precisará de você.
Que a força para viver está em você, que você é tão forte que há muito tempo sofre sozinho, calado.
Busque ajuda, se dê uma, duas, três, quantas chances forem necessárias para resgatar-se.
Não deixe que seu vazio venha habitar em alguém que você ama, ou amou, com sua partida.
Por Solange Martins | Psicóloga CRP-PR 08/07566-6





