Moradores da zona rural da Lapa vivem dias de apreensão após uma sequência de ataques atribuídos a onças em propriedades localizadas nas regiões do Piripau, Campo de Telha e comunidades vizinhas. Além dos prejuízos causados aos produtores rurais, os casos aumentaram o medo entre as famílias que residem na região.
De acordo com relatos pelo menos quatro ataques foram registrados em diferentes propriedades desde dia 22 de junho. No entanto, moradores afirmam que as investidas dos felinos ocorrem há cerca de quatro meses.
Animais de criação foram mortos durante os ataques
Os ataques resultaram na morte de diversos animais de criação, entre eles cabritos, porcos, galinhas e perus. Em um dos casos mais recentes, registrados na madrugada do dia 3 de julho, mais de 20 aves foram mortas em uma única propriedade.

Os produtores relatam que a situação tem gerado insegurança, principalmente durante o período da noite, quando ocorre a maior parte das investidas.

Polícia Ambiental realizou vistoria na região
Após receber as denúncias, uma equipe do Batalhão de Polícia Militar Ambiental esteve nas propriedades afetadas para realizar uma vistoria técnica.
Durante a inspeção, os policiais registraram os danos causados aos animais, fizeram levantamento fotográfico e identificaram pegadas que, segunda análise preliminar, indicam a presença de uma onça adulta acompanhada, possivelmente, por dois filhotes.

A ocorrência foi registrada por meio do Boletim de Ocorrência Unificada.
Relatório será encaminhado ao Estado
Segundo a Polícia Militar Ambiental, será elaborado um relatório técnico com registros fotográficos, que será encaminhado ao Setor de Gerência de Biodiversidade do Estado do Paraná.
O objetivo é definir medidas que garantam a segurança das famílias que vivem na região, sem comprometer a preservação da fauna silvestre, já que as onças são animais protegidos pela legislação ambiental.

Orientação aos moradores
As autoridades orientaram que os moradores reforcem a proteção de galinheiros, currais e demais instalações utilizadas para criação de animais, evitando deixá-los soltos durante a noite, período em que os ataques costumam ocorrer.
Em caso de novos avistamentos ou ataques, a recomendação é comunicar imediatamente aos órgãos ambientais para que as equipes técnicas possam realizar o acompanhamento da situação e adotar as medidas necessárias.
Por Redação com informações e imagens de moradores | PMPR | Redes sociais.






