A POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO PARANÁ, por meio dos policiais do 13º Distrito de Curitiba, iniciaram hoje, 22/01/2025, a Operação “Coetus Fraudis”, com o cumprimento de 04 mandados de busca e apreensão e tentativa de cumprimento de 03 mandados de prisão temporária expedidos pelo juízo da Central de Garantias de Curitiba, em desfavor de pessoas investigadas pela prática dos crimes de estelionato e associação criminosa, que vitimaram aproximadamente 100 pessoas.
As investigações foram iniciadas em dezembro de 2024, quando chegou ao conhecimento dos policiais do Distrito Policial do Tatuquara de que 03 pessoas teriam se utilizado de grupos de compra de produtos via aplicativo whatsapp para enganar pessoas de Curitiba e de vários outras cidades paranaenses e até de outros estados.
“Coetus Fraudis é uma expressão do latim que significa grupo fraudulento” – explicou Fabiano Oliveira – já que o esquema criminoso era executado por meio de anúncios de vendas de produtos cobiçados em grupos da rede social whatsapp. Eram vendidos diversos produtos, tais como smart TVs, celulares e outros eletrodomésticos e eletrônicos de alto valor, por preços muito inferiores aos de mercado. Os interessados pagavam pelos produtos e tinham que aguardar longos períodos para recebê-los, que chegavam muitas vezes a 60 ou até a 90 dias úteis.
No início, os golpistas efetuaram as entregas de alguns produtos de alto valor para alguns compradores, para ganhar a confiança das vítimas, porém sempre exigiam que os recebedores tirassem fotos recebendo os bens e as publicassem nos grupos de compra, afirmando em seguida que não se tratava de golpe. Mas, com o tempo, os prazos de entrega dos produtos foram sendo dilatados, fazendo com que as pessoas demorassem a perceber que se tratava de uma fraude. Ao todo já foram identificadas cerca de 100 vítimas e os prejuízos já somam mais de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais).

Diante da gravidade das fraudes praticadas, o delegado do 13º Distrito, Fabiano Oliveira, representou pela prisão temporária dos envolvidos, pela busca e apreensão, bloqueio de bens e valores e quebras de sigilo, que foram totalmente deferidas pelo juízo criminal de garantias da Comarca de Curitiba. Entretanto, em que pese a decretação da prisão temporária, os investigados não foram localizados e são considerados foragidos.
Segundo o delegado Fabiano Oliveira, foi necessário um intenso trabalho investigativo das equipes policiais do 13º Distrito, para o registro de quase uma centena de ocorrências, oitivas de vítimas, que seguem ainda sendo agendadas, levantamentos de prejuízos e de informações sobre os autores. As investigações prosseguem e eventuais denúncias sobre o paradeiro dos investigados podem ser prestadas de forma anônima pelo telefone do 13º DP (41 3579-2600).
Com informações da PCPR.






