O crime ambiental que chocou a região do Vila Angélica no Domingo de Páscoa caminha para completar dois meses sem uma solução definitiva. O Canal Araucity e o mandato do vereador Fabio Pavoni vêm acompanhando o caso de perto e, embora os laudos técnicos já tenham desvendado o “caminho da linha” dessa poluição, o efluente industrial continua seguindo diariamente para a Represa do Passaúna. O foco agora se volta para a morosidade do setor de fiscalização do município em lacrar o despejo.
O Cronograma da Inércia: O caminho do papelório enquanto o crime continua
Para entender como um desastre ambiental que destrói a fauna local e ameaça o abastecimento da Região Metropolitana de Curitiba segue ativo, é preciso olhar a linha do tempo dos trâmites oficiais:
O último marco dessa cronologia expõe a lentidão que custa caro ao meio ambiente. Vinte dias após o caso chegar à mesa do Departamento de Fiscalização, nossa equipe de reportagem voltou ao ponto de descarte nesta quarta-feira, 20 de maio e o efluente continuava correndo livremente.

Mesmo com a Sanepar delimitando o perímetro dos possíveis poluidores, a máquina pública municipal falha em dar a resposta que a urgência exige: a identificação final, a aplicação da multa e, principalmente, o tamponamento imediato do duto clandestino.
“A continuidade deste descarte clandestino compromete a qualidade da água e a segurança ambiental de toda a bacia.” – Trecho do alerta emitido pela Sanepar no dia 28 de abril.
Pressão no Legislativo por Ação Imediata
Na sessão ordinária da última terça-feira, 19 de maio, o vereador Fabio Pavoni pediu a palavra na Câmara Municipal para cobrar agilidade nos trâmites finais. Com o laudo da Sanepar em mãos, Pavoni pediu o apoio dos demais parlamentares para pressionar a pasta de Meio Ambiente. O argumento é técnico e urgente: o município é o responsável legal pela manutenção e fiscalização das galerias pluviais urbanas e não há justificativa para a demora em agir contra o empreendimento infrator.

O Canal Araucity segue de olho nos próximos passos do Departamento de Fiscalização. A comunidade do Vila Angélica e a população que depende da água do Passaúna exigem que os trâmites burocráticos deem lugar às equipes de campo para cessar o crime ambiental imediatamente.
Por Redação Canal Araucity






