A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, na manhã desta terça-feira (07), uma operação que desmantelou um grande esquema de comércio irregular de garrafas de bebidas importadas, que poderiam ser utilizadas em falsificações em todo o país. Durante a ação, cerca de 300 mil garrafas foram localizadas e destruídas, sendo mais de 230 mil de origem estrangeira.

A operação foi conduzida pelo 13º Distrito Policial de Curitiba, com o apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Vigilância Sanitária de Curitiba, e da Divisão de Polícia Metropolitana, que contou com o reforço das delegacias de São José dos Pinhais e Araucária.

Balanço da ação
- Destruição de 65 mil garrafas de vodka;
- Destruição de 50 mil garrafas de whisky;
- Destruição de 5 mil garrafas de gin importado;
- Descarte de 100 litros de cachaça artesanal irregular;
- Apreensão de 71 garrafas de bebidas diversas;
- Um comerciante de 49 anos foi levado à delegacia e autuado por crime contra o consumidor.
“O foco da operação foi impedir que essas embalagens fossem revendidas a falsificadores, que poderiam reutilizá-las para enganar consumidores com bebidas adulteradas, colocando em risco a saúde da população”, afirmou o delegado Dr. Fabiano Oliveira, titular do 13º Distrito Policial da Capital.
Risco à saúde e segurança do consumidor
Garrafas originais de bebidas importadas são frequentemente visadas por quadrilhas especializadas em falsificação de produtos alcoólicos. Essas embalagens são reutilizadas para envasar líquidos de baixa procedência ou até mesmo tóxicos, posteriormente vendidos como produtos legítimos. O consumo dessas bebidas adulteradas pode causar intoxicações graves e até mortes.

Desdobramentos
Durante as diligências complementares, realizadas em São José dos Pinhais e Araucária, as equipes encontraram um comerciante que vendia bebidas sem rótulo, realizando o fracionamento e envase de forma irregular. A Vigilância Sanitária interditou o local que era utilizado para lavagem e armazenamento das garrafas.
O MAPA encaminhará amostras das bebidas apreendidas ao laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde serão realizadas análises detalhadas. O comerciante responderá judicialmente por crime contra o consumidor.
Fiscalização contínua
A PCPR e os órgãos parceiros reforçam que o combate ao comércio irregular de bebidas é constante e visa proteger tanto a saúde pública quanto a economia formal do setor.
Denúncias sobre esse tipo de atividade podem ser feitas de forma anônima pelos números 197 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar) ou Disque 100.
Por Felipe Vecchietti com informações e imagens da PCPR






