O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (26 de agosto) a segunda fase da Operação Fox, que investiga o possível envolvimento de agentes de segurança pública de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, com o tráfico de drogas na cidade.
Nesta nova etapa, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um dos investigados, apontado como suposto operador financeiro de uma organização criminosa atuante em Araucária. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Araucária e executadas em um endereço residencial no bairro Iguaçu e em um ponto comercial na Vila Nova.
Segundo as investigações, o alvo teria atuado como elo financeiro do grupo criminoso, movimentando mais de R$ 7 milhões em cerca de um ano e meio. Além disso, foram identificadas dezenas de transferências para um agente público do município e conexões financeiras com pessoas já investigadas por tráfico de drogas, reforçando a suspeita de que o investigado integraria o núcleo financeiro da organização.
Relembre o caso
No dia 5 de junho deste ano, o Ministério Público do Paraná deflagrou simultaneamente as Operações Fox e Tijuana em Araucária. Na ocasião, foram cumpridas 12 ordens de busca e apreensão para apurar crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, incluindo a possível participação de servidores públicos.
A Operação Fox teve como foco direto o relacionamento de agentes de segurança pública municipal com o tráfico. Durante a ação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, inclusive na sede da Guarda Municipal de Araucária. Na ocasião, um guarda municipal, que também ocupava o cargo de secretário de Segurança, foi preso em flagrante por porte ilegal de munições.
Já a Operação Tijuana concentrou-se em alvos específicos ligados ao tráfico, com três mandados cumpridos no bairro Capela Velha e um no Centro da cidade.
As investigações seguem em andamento sob responsabilidade do Gaeco e da Vara Criminal de Araucária.
Por Canal Araucity, com informações MPPR
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