Quem frequenta a Praça do Seminário deve ter percebido nos últimos dias algo diferente no gramado.
Trata-se das Paineiras que existem na Praça que nesta época solta suas sementes em um fruto que lembra um abacate, que quando se desprende da árvore ele se abre, em seu interior uma fibra muito parecida com algodão, para que com a ajuda dos ventos possa ser dispersada mais facilmente.
Sim, uma árvore que desprende “algodão”, essa é a impressão de quem passa pelo local. O local conta com algumas semanas já com este espetáculo, porém ainda é possível passar por lá e aproveitar o cenário natural para garantir algumas fotos.
PAINEIRA
Paineiras atualmente são da família botânica Malvaceae – antes eram classificadas como da família Bombacaceae. Essa é uma família bastante grande com mais de 90 gêneros e 700 espécies, sendo que cerca de 400 dessas espécies ocorrem exclusivamente no Brasil. E, dentro desta família, encontramos o gênero do cacau, chichá, hibisco, malvavisco, monguba e muitas outras árvores e plantas conhecidas por nós. Também fazem parte destes números plantas de diversos portes e configurações – terrestre, aquática e rupícola, mas quando falamos do gênero da paineira, chegamos em seis espécies de árvores endêmicas no Brasil.
A Ceiba speciosa, ocorre em outros países além do Brasil e possui muitos nomes comuns que variam conforme a região: barriguda, árvore-de-lã, árvore-de-paina, paineira-rosa, paineira-branca, paineira-fêmea, samaúma, paina-de-seda, entre outros. Sua presença é quase materna, e não se trata de uma referência ao gênero feminino e masculino explícitos na sua flor, que possui tanto estruturas masculinas como femininas. Naturalmente, as paineiras e as árvores do gênero Ceiba são majestosas, acolhedoras em suas raízes e aconchegantes para nos recostarmos em seu formoso tronco e, muitas vezes, parecem barrigudas, como se estivesse gravida. São muito marcantes, tanto que, na mitologia maia, são reverenciadas como árvores sagradas.
A PAINA
Como chamamos a fibra que fica dentro do fruto – não tem comprimento fibroso suficiente para se produzir tecido, mas é muito útil para enchimentos de colchões, travesseiros, brinquedos e, até mesmo, coletes salva-vidas, já que não absorve água e flutua.
Por Felipe Vecchietti com informações do portal conexaoplaneta.com.br
Fotos: Felipe Vecchietti | Canal Araucity






